domingo, 27 de janeiro de 2013

Teu nome é Mulher


Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher! 





Ao longo da história mundial a mulher foi constantemente discriminada. Vista como feiticeira, objeto sem alma, ser impuro e traiçoeiro, era refém da teoria de religiosos e “juízes”, que decidiam como devia ser o tratamento dispensado a elas. A discriminação era algo normal. Não podíamos estudar como os homens. Não podíamos votar. Não podíamos trabalhar. Enfim. Pouco era visto de bom em relação ao gênero feminino da humanidade. Isso é triste tendo em vista a delicadeza de espírito em contraste com a força interior da mulher. Não somos seres menos privilegiados, somos pessoas que completam o sentido humano. Que se encaixam perfeitamente, física e intelectualmente ao homem. Somos uma parte deles, como eles o são de nós. Mas o que fez com que o mundo acreditasse que podiam fazer de nossas vidas o que quisessem? Por que acreditar que não éramos dignas de sermos consideradas ser humano que pensa, sente e possui ponto de vista?


Com exceção de alguns que perderam suas mães e talvez não se lembrem de seus carinhos e ensinamentos, a maioria teve o privilégio de ter uma mulher em sua casa para garantir o conforto e os cuidados de um lar. A disciplina e as recomendações para a vida. Por que acreditar que o sexo que representa nossas mães e irmãs não possui alma, se a mulher, a verdadeira mulher, que sente, chora, ri e despe a própria alma despudoradamente, é quase uma representação divina de dedicação e amor?

Muitas coisas mudaram atualmente. Somos mais modernas, brigamos pelos nossos direitos e muitas vezes dizem até que as mulheres se “masculinizaram”. Mas isso não é verdade. Tivemos, sim, que tomar a frente de muitas batalhas para garantirmos direitos iguais. Direitos esses que ainda não estão totalmente conquistados, tendo em vista a discriminação em muitas áreas ainda. Porém, a mulher continua a ser o ser esplêndido que sempre foi. Por detrás de toda uma história de discriminação e de luta, ainda temos a capacidade de nos dar completamente a quem amamos.Muitas vezes, ainda, nos deixamos enganar pelo coração. Mas isso não significa ser tola. Significa, tão somente, que somos como os anjos e ainda acreditamos que o outro possa enxergar em nós o que temos de melhor. Somos crédulas. Ainda acreditamos que se nos dedicarmos ao outro, esse não irá nos decepcionar, e nos fará, igualmente, felizes. Muitas vezes me peguei pensando: por que não mudarmos? Por que não nos tornarmos mais insensíveis e deixarmos de acreditar em contos de fadas? Isso evitaria muito sofrimento nas mãos de alguém que não nos dá valor. Mas a questão é: a mulher nasceu para isso? Nasceu para não ser crédula, para não amar incondicionalmente? Talvez não. Essa é uma característica feminina e é isso que nos faz tão belas e mulher. É a alegria de acreditar que amanhã tudo será diferente.Acreditar no que somos, na vida. Ser feliz e querer fazer feliz a quem amamos. Enfim. Não quero aqui dizer que os homens não tenham o seu lado bonito e positivo. Sim, tem. Mas a verdade é que muito nos custa, e já muito nos custou, fazer com que enxergassem em nós o que somos. Não somos objetos. Mesmo aquelas que se dispõem a fazer tal papel em capas de revistas e programas de tv, mesmo essas, eu acredito que se dispam em algum momento de seus personagens e sintam a necessidade de serem vistas como são: mulheres. Belas e infinitas em sua natureza.