Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!
Ao longo da história mundial a
mulher foi constantemente discriminada. Vista como feiticeira, objeto
sem alma, ser impuro e traiçoeiro, era refém da teoria de religiosos e
“juízes”, que decidiam como devia ser o tratamento dispensado a elas. A
discriminação era algo normal. Não podíamos estudar como os homens. Não
podíamos votar. Não podíamos trabalhar. Enfim. Pouco era visto de bom
em relação ao gênero feminino da humanidade. Isso é triste tendo em
vista a delicadeza de espírito em contraste com a força interior da
mulher. Não somos seres menos privilegiados, somos pessoas que completam
o sentido humano. Que se encaixam perfeitamente, física e
intelectualmente ao homem. Somos uma parte deles, como eles o são de
nós. Mas o que fez com que o mundo acreditasse que podiam fazer de
nossas vidas o que quisessem? Por que acreditar que não éramos dignas de
sermos consideradas ser humano que pensa, sente e possui ponto de
vista?
Com exceção de alguns que
perderam suas mães e talvez não se lembrem de seus carinhos e
ensinamentos, a maioria teve o privilégio de ter uma mulher em sua casa
para garantir o conforto e os cuidados de um lar. A disciplina e as recomendações para a vida. Por que acreditar que o sexo que representa
nossas mães e irmãs não possui alma, se a mulher, a verdadeira mulher, que sente, chora, ri e despe a própria alma despudoradamente, é quase uma
representação divina de dedicação e amor?
Muitas coisas mudaram atualmente.
Somos mais modernas, brigamos pelos nossos direitos e muitas vezes
dizem até que as mulheres se “masculinizaram”. Mas isso não é verdade.
Tivemos, sim, que tomar a frente de muitas batalhas para garantirmos
direitos iguais. Direitos esses que ainda não estão totalmente
conquistados, tendo em vista a discriminação em muitas áreas ainda.
Porém, a mulher continua a ser o ser esplêndido que sempre foi. Por
detrás de toda uma história de discriminação e de luta, ainda temos a
capacidade de nos dar completamente a quem amamos.Muitas vezes, ainda,
nos deixamos enganar pelo coração. Mas isso não significa ser tola.
Significa, tão somente, que somos como os anjos e ainda acreditamos que o
outro possa enxergar em nós o que temos de melhor. Somos crédulas.
Ainda acreditamos que se nos dedicarmos ao outro, esse não irá nos
decepcionar, e nos fará, igualmente, felizes. Muitas vezes me peguei
pensando: por que não mudarmos? Por que não nos tornarmos mais
insensíveis e deixarmos de acreditar em contos de fadas? Isso evitaria
muito sofrimento nas mãos de alguém que não nos dá valor. Mas a questão
é: a mulher nasceu para isso? Nasceu para não ser crédula, para não amar
incondicionalmente? Talvez não. Essa é uma característica feminina e é
isso que nos faz tão belas e mulher. É a alegria de acreditar que amanhã
tudo será diferente.Acreditar no que somos, na vida. Ser feliz e querer
fazer feliz a quem amamos. Enfim. Não quero aqui dizer que os homens
não tenham o seu lado bonito e positivo. Sim, tem. Mas a verdade é que
muito nos custa, e já muito nos custou, fazer com que enxergassem em nós
o que somos. Não somos objetos. Mesmo aquelas que se dispõem a fazer
tal papel em capas de revistas e programas de tv, mesmo essas, eu
acredito que se dispam em algum momento de seus personagens e sintam a
necessidade de serem vistas como são: mulheres. Belas e infinitas em sua
natureza.
